Deborah L. Humphreys

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O que é que nós têmos ara dizer por nós mesmos

Com todas aquelas linguas maravilhosas

Crianças, sonhos herdados e muito

Pouco espaço para chamar o nosso lar

 

O que é que nós têmos

Atrás de nós/Através do mar/Através da cidade/No sul

Nas nossas mentes/Como uma dôr /Ou um peso /Como uma bússola

Ao irmos para o emprego/Para a escola/Para a parada

As celebrações de vitória/Os funeráis/As cábines de votar

 

O que é que nós fazemos para recordar

Uma vila de pesca/Vegetáis apanhados no jardim

Um bocadinho de terra perto de um penhasco

Rochas, granito, a frescura de mármore

As quatro paredes duma casa de campo abandonada

As barreiras que nos forçam a deixar o lugar de onde viemos

Que nos trouxeram aqui porque alguêm

Veio primeiro escavou canais

Nos disse que a vida era boa mas dificil

O ar denso, a gua doce

Escuta os ruídos da rua, feixa os teus olhos

Tu não deixas-te o teu lar

 

O que nós não deixariamos

De um terreno tál como uma chinela de cinderela

Este Ironbound, as qualidades de pedra

Que mostra nas nossas caras, ouro

Nos nossos corações, os caminhos que têm sido

Feitos/Direitos/Transformados em pontes

Que nos conduzem fora da cidade

Rotas construidas dentro e fora das nossas próprias

Histórias

Lisas/Possíveis/Lotadas/Ricas

 

O que é que nós encontrámos

Sobre abrirmos o  nosso caminho que não nos foi ensinado

Que apanhámos em conversa

Sobre a cerca traseira, aquela primeira geração

Opiniões sólidas como uma rocha que os próximos como nós

Irão por Deus tê-lo

Máis fácil/Ter uma chance/Uma oportunidade/a escolha

Para não precisar de trabalhar/Com cálos nas mãos

Poeira, trabalhos de 12 hóras seguidas

As nossas crianças, os nossos nétos

A geração de que nós tomamos conta

Terão mais/Para devolver/Para entênder/Para guardar/Junto

 

O que é que nós fizemos, o que é que nós fazemos hoje

Sobre dôr, solidão

Ou perda, as manipulações

Do tempo, geografia, política

Até a nossa pobre e miserável

Tentação de tomar conta das nossas obrigações/Balanciar os nossos desejos

Assentarmo-nos com ambivalência/Até pudermos ouvir em conjunto

Com os nossos sentidos, os acordes da imaginação  ou compaixão

 

O que é que nós ouvimos hoje

O que é que nós ouvimos ontem, o que é que se sente

Como um eco/Como uma segunda oportunidade/Como as instruções da nossaAvó

Como a lembrança de metade dum sonho/Como um alfinete na nossa memória

Ou consciente.  Quando caminhamos há o som da nossa cidade de tijolo de não apenas

Ainda não/Que ainda não está pronta para passar àpróxima geração

E puxa-nos/Juntos/Puxa-nos para cima

 

O que é que nós têmos para olhar em frente para dizer

A todas as vozes do “Down Neck”

Com os seus olhos brilhantes e abertos

As tênras esperanças que um dia atravessaram

Oceanos, passaram para este milénio

Sim, com as suas tenras esperanças, as memórias longas

De piedades passadas dadas aqui e os milagres

Esperando para acontecer

 

Continue a tradição

 

tradução Maria de Ceu Dias

Lidia Dos Santos